Polícia Civil abre investigação sobre R$ 1,5 milhão na conta do presidente do São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo está investigando **movimentações financeiras suspeitas envolvendo o presidente do **São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, depois que relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontaram que ele teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro vivo na sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025. A informação foi revelada por documentos obtidos pelo UOL e divulgados pela imprensa esportiva nesta terça-feira (6 de janeiro de 2026).
Depósitos fracionados motivam investigação
De acordo com os relatórios financeiros, os depósitos foram feitos de forma fracionada — ou seja, em quantias menores e repetidas em diferentes dias — estratégia que o Coaf classifica como prática de “smurfing”, frequentemente utilizada para tentar evitar acionamento automático dos mecanismos de fiscalização bancária. O montante investigado corresponde a 47% da renda total declarada por Casares no período analisado, enquanto o salário recebido como presidente do clube somou cerca de R$ 617 mil, representando menos de 20% da movimentação na conta.
Registros indicam que houve depósitos em valores próximos ao limite de notificação automática do Coaf (R$ 50 mil), com até 12 depósitos em um só dia, gerando alerta do banco à autoridade financeira ainda em 2023. A Polícia Civil confirmou a existência da investigação, que corre sob segredo de Justiça, e busca apurar a origem e a finalidade desses recursos.
Relacionamento com outras movimentações
Paralelamente à investigação sobre os depósitos em dinheiro na conta de Casares, autoridades também analisam saques em espécie que totalizam aproximadamente R$ 11 milhões das contas do próprio São Paulo FC em operações realizadas entre 2021 e 2025, mas até o momento não há evidência pública de ligação direta entre esses saques e os depósitos pessoais do dirigente.
Os documentos indicam que os saques foram feitos em dezenas de operações ao longo dos anos, a maioria realizada em agências do Banco Bradesco e em outro banco identificado nos registros. Esses valores e movimentações atípicas vêm sendo analisados como parte de um contexto financeiro maior envolvendo o clube e seu presidente.
Defesa do presidente e resposta do clube
A defesa de Julio Casares, por meio de seus advogados, afirmou que todas as movimentações financeiras possuem origem lícita e demonstram evolução compatível com a capacidade financeira dele antes de assumir a presidência do São Paulo — incluindo passagens por funções de alta direção na iniciativa privada. Os representantes garantiram que a origem dos valores será detalhada no curso das investigações, com apresentação de provas, declarações e informações fiscais para rebater qualquer ilação ou suspeita.
O clube, por sua vez, negou que os saques de dinheiro vivo das contas da agremiação tenham relação com os depósitos feitos na conta de Casares, assegurando que a contabilidade será integralmente apresentada às autoridades se solicitada.
Contexto e próximos passos
A operação representa mais um capítulo de turbulência nos bastidores do São Paulo, que já enfrentava críticas e disputas internas sobre gestão e finanças. A investigação sobre os depósitos pode abrir novos desdobramentos jurídicos à medida que a Polícia Civil aprofundar a análise das transações, entrevistas e cruzamento de dados bancários e fiscais.
Depósitos fracionados motivam investigação
De acordo com os relatórios financeiros, os depósitos foram feitos de forma fracionada — ou seja, em quantias menores e repetidas em diferentes dias — estratégia que o Coaf classifica como prática de “smurfing”, frequentemente utilizada para tentar evitar acionamento automático dos mecanismos de fiscalização bancária. O montante investigado corresponde a 47% da renda total declarada por Casares no período analisado, enquanto o salário recebido como presidente do clube somou cerca de R$ 617 mil, representando menos de 20% da movimentação na conta.
Registros indicam que houve depósitos em valores próximos ao limite de notificação automática do Coaf (R$ 50 mil), com até 12 depósitos em um só dia, gerando alerta do banco à autoridade financeira ainda em 2023. A Polícia Civil confirmou a existência da investigação, que corre sob segredo de Justiça, e busca apurar a origem e a finalidade desses recursos.
Relacionamento com outras movimentações
Paralelamente à investigação sobre os depósitos em dinheiro na conta de Casares, autoridades também analisam saques em espécie que totalizam aproximadamente R$ 11 milhões das contas do próprio São Paulo FC em operações realizadas entre 2021 e 2025, mas até o momento não há evidência pública de ligação direta entre esses saques e os depósitos pessoais do dirigente.
Os documentos indicam que os saques foram feitos em dezenas de operações ao longo dos anos, a maioria realizada em agências do Banco Bradesco e em outro banco identificado nos registros. Esses valores e movimentações atípicas vêm sendo analisados como parte de um contexto financeiro maior envolvendo o clube e seu presidente.
Defesa do presidente e resposta do clube
A defesa de Julio Casares, por meio de seus advogados, afirmou que todas as movimentações financeiras possuem origem lícita e demonstram evolução compatível com a capacidade financeira dele antes de assumir a presidência do São Paulo — incluindo passagens por funções de alta direção na iniciativa privada. Os representantes garantiram que a origem dos valores será detalhada no curso das investigações, com apresentação de provas, declarações e informações fiscais para rebater qualquer ilação ou suspeita.
O clube, por sua vez, negou que os saques de dinheiro vivo das contas da agremiação tenham relação com os depósitos feitos na conta de Casares, assegurando que a contabilidade será integralmente apresentada às autoridades se solicitada.
Contexto e próximos passos
A operação representa mais um capítulo de turbulência nos bastidores do São Paulo, que já enfrentava críticas e disputas internas sobre gestão e finanças. A investigação sobre os depósitos pode abrir novos desdobramentos jurídicos à medida que a Polícia Civil aprofundar a análise das transações, entrevistas e cruzamento de dados bancários e fiscais.